Reforma administrativa fará com que Estado não seja 'cooptado por interesses ilegítimos', diz ministro

Ministro da AGU, André Mendonça, concede entrevista ao GloboNews Política O ministro da Advocacia Geral da União (AGU), André Mendonça, afirmou ao programa GloboNews Política que a reforma administrativa a ser enviada pelo governo ao Congresso fará com que o Estado não seja "cooptado por interesses ilegítimos". A entrevista vai ao ar nesta sexta-feira (28), às 21h30, na GloboNews. A reforma administrativa entrou definitivamente no foco do governo.

O próprio presidente Jair Bolsonaro deixou claro nos últimos dias que enviará a proposta em breve. "Nós procuramos ajustar uma reforma que traga não uma desestruturação, ao contrário.

Um texto que traga uma melhor formulação estruturante do Estado, o que significa mais eficiência, mas agilidade, inovação na gestão pública, garantias de que a boa gestão pública é um direito do cidadão.

E, a partir dessa perspectiva macro, que tem de um lado a boa eficiência e a governança pública, manter a estrutura do Estado para que o Estado não possa ser cooptado por interesses ilegítimos", declarou o ministro.

Para diminuir a resistência política à proposta, ficou definido que as regras só passarão a valer para os novos servidores.

Por isso, a ordem é segurar os concursos públicos para só fazer contratações dentro das futuras regras. O cenário de um possível crescimento global mais tímido e o avanço do coronavírus, derrubando os mercados de ações pelo mundo e pelo brasil, faça com que o debate sobre as reformas ganhe ainda mais força. Diante desses sinais econômicos, o presidente Bolsonaro foi alertado de que deveria retomar a agenda de reformas, especialmente a administrativa. A ideia é que as mudanças mais polêmicas, como o fim da estabilidade e a reforma nas carreiras, sejam adotadas apenas para quem vai entrar no sistema. Ao GloboNews Política, o ministro André Mendonça também ressaltou que o texto deverá englobar os servidores do Executivo nos três níveis: União, estados e municípios. "A orientação dada pelo presidente, atá pelo respeito institucional que ele tem pelo Congresso, pelo Judiciário, é que nós focássemos o texto no alinhamento daquilo que repercute no Executivo.

Logicamente, abrange executivo federal, estadual e municipal, além do DF, porque é uma emenda a constituição que tem aplicação em âmbito nacional", afirmou.

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